<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839</id><updated>2011-07-15T01:42:09.956+01:00</updated><title type='text'>Ideiateca de Bagdad</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>31</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-113932745122612471</id><published>2006-02-07T15:39:00.000Z</published><updated>2006-02-07T15:50:51.226Z</updated><title type='text'>Epá, se não há dinheiro para um latinista...</title><content type='html'>...ao menos vão a um qualquer site de gramática latina. A Super Bock contratou uma agência de publicidade qualquer para promover a sua nova cerveja, a Super Bock Abadia, e num dos outdoors pode ler-se "magica et splendidus". Eu nunca estudei latim na escola (presumo que estejam a tentar usar essa língua), mas basta um conhecimento mínimo para perceber que nem o género de ambas as palavras está coerente. Tenho até a impressão que a palavra mais usada para cerveja em latim é do género neutro ("fermentum"), portanto, ambos os adjectivos do slogan terão a declinação errada. Para mais informações ver "The Life of Brian" dos Monty Python...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-113932745122612471?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/113932745122612471/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=113932745122612471' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113932745122612471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113932745122612471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2006/02/ep-se-no-h-dinheiro-para-um-latinista.html' title='Epá, se não há dinheiro para um latinista...'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-113932558891622345</id><published>2006-02-07T15:16:00.000Z</published><updated>2006-02-07T15:30:02.850Z</updated><title type='text'>Declaração do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros sobre a crise dos cartoons</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministerios/MNE/Comunicacao/Intervencoes/20060207_MENE_Int_Crise_Cartoons.htm"&gt;"Portugal lamenta e discorda da publicação de desenhos e/ou caricaturas que ofendem as crenças ou a sensibilidade religiosa dos povos muçulmanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade de expressão, como aliás todas as liberdades, tem como principal limite o dever de respeitar as liberdades e direitos dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre essas outras liberdades e direitos a respeitar está, manifestamente, a liberdade religiosa - que compreende o direito de ter ou não ter religião e, tendo religião, o direito de ver respeitados os símbolos fundamentais da religião que se professa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os católicos esses símbolos são as figuras de Cristo e da sua Mãe, a Virgem Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os muçulmanos um dos principais símbolos é a figura do Profeta Maomé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os que professam essas religiões têm direito a que tais símbolos e figuras sejam respeitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade sem limites não é liberdade, mas licenciosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se passou recentemente nesta matéria em alguns países europeus é lamentável porque incita a uma inaceitável «guerra de religiões» - ainda por cima sabendo-se que as três religiões monoteístas (cristã, muçulmana e hebraica) descendem todas do mesmo profeta, Abraão."&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário: Não sei se vale a pena comentar sequer. Enfim, mais uma demonstração da nossa "realpolitik" ranhosa e subserviente. O curioso é que, lendo estas linhas fico ainda mais confuso sobre qual é a linha política do Freitas do Amaral: pela referência à Virgem Maria, parece abraçar a sua origem política; já na estória do respeito e da sensibilidade religiosa alheia, revela-se na sua faceta "bloquista" mais recente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-113932558891622345?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/113932558891622345/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=113932558891622345' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113932558891622345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113932558891622345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2006/02/declarao-do-ministro-de-estado-e-dos.html' title='Declaração do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros sobre a crise dos cartoons'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-113743253810424277</id><published>2006-01-16T17:03:00.000Z</published><updated>2006-01-16T17:28:58.123Z</updated><title type='text'>O 25 de Abril na campanha: pequeno desabafo</title><content type='html'>Algum dia tinha de acontecer. Com uma carrada de candidatos "de Abril" contra um candidato "do não-Abril", só espanta aliás é que tenha sido necessário esperar por sexta-feira passada para &lt;a href="http://dossiers.publico.pt/shownews.asp?id=1244660&amp;idCanal="&gt;Alegre reclamar o exclusivismo da paternidade do 25 de Abril&lt;/a&gt;, depois de Ramalho Eanes também o ter, mais subtilmente, feito. Felizmente no domingo mostrou-se mais sereno e &lt;a href="http://dossiers.publico.pt/shownews.asp?id=1244730&amp;idCanal="&gt;parece ter emendado a mão&lt;/a&gt;. É necessário que duma vez por todas Portugal se decida sobre o que foi e é o 25 de Abril, e para que é que ele serviu. Quase 32 anos depois, continuamos a julgar alguém por "onde é que estava no 25 de Abril de 74", como se sé os que estavam num certo sítio que eles próprios delimitaram é que tivessem legitimidade para responder, proteger e gozar da democracia e da liberdade de expressão. Ou não foram essas as conquistas do 25 de Abril?  E ao contrário do que alguns pensam, ainda o digo enquanto pessoa que se tiver de definir como de esquerda ou de direita, escolho a primeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-113743253810424277?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/113743253810424277/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=113743253810424277' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113743253810424277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113743253810424277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2006/01/o-25-de-abril-na-campanha-pequeno.html' title='O 25 de Abril na campanha: pequeno desabafo'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-113656414622769216</id><published>2006-01-06T15:37:00.000Z</published><updated>2006-01-09T22:29:58.393Z</updated><title type='text'>As pilhas do Mundo</title><content type='html'>No princípio era cada um por si. Depois alguns começaram a associar-se em grupos e clãs. Mais tarde apareceu o Homo sapiens e surgiram cidades e países. Entretanto, as cidades e países mais poderosos conquistaram os mais pequenos e chamaram-se impérios. Finalmente, veio a ideologia da auto-determinação, e o mundo tornou-se um lugar melhor e mais bonito. &lt;br /&gt;Ou não?&lt;br /&gt;A verdade é que é muito bonito falar de independência e desígnios nacionais, mas o mundo tem um defeito de fabrico: não é homogéneo. Por alguma razão obscura (mas não são imperscrutáveis os desígnios divinos?), parece que há regiões de clima e recursos abençoados, e outras que no plano inicial deviam servir para albergar os desgraçados da família Caim. Como nunca parámos de fazer filhos, até os honestos Abéis (não confundir com guradas Abéis) tiveram de se espalhar por todo o lado. Eis-nos então chegados à nossa triste situação: condenados a importar gás natural da Argélia e petróleo do Médio Oriente. Como é que se pode então falar de independência se dezenas e dezenas de países no mundo não são viáveis sem os recursos energéticos que outrem, muito piamente, lhes vende? No mundo moderno, falar de independência política &lt;em&gt;per se&lt;/em&gt; é um simpático romantismo, mas a questão vital é a da independência energética. E nisso, nós em Portugal, somos muito pouco independentes. Temos uns empreendimentozitos hídricos e eólicos, mas se não fosse o gás natural para acender o fogão e o petróleo para queimar em Sines e atestar o depósito, bem podíamos  ir à lenha e atrelar os bois. &lt;br /&gt;Claro que ninguém é parvo, e as nações há muito tempo repararam nisso, especialmente aquelas que são mais desenvolvidas e simultaneamente mais dependentes, ie, a Europa Ocidental. E se o público que anda de metro e toma banho todos os dias de manhã, nunca tinha parado para pensar nisso, pelo menos para lá dos Pirinéus, na Europa desenvolvida digamos, devem ter finalmente parado para pensar nisso esta semana, quando se descobriu que devido à guerra do gás entre a Gazprom (leia-se Kremlin) e a Ucrânia (leia-se Revolução Laranja), a pressão no gasoduto que leva o gás natural da longíqua Rússia para a Europa Central diminui consideravelmente. Ou seja, havia menos gás a circular. Nós por cá, confortavelmente sentados no topo do nosso negócio de gás com a Argélia, esse estável e respeitável estado do Magreb, nem reparámos. &lt;br /&gt;De há uns anos a esta parte, a Europa tem então investido um pouco nas energias renováveis, mais nalguns países que noutros (que nisto do vento e do Sol passa-se o mesmo que com o gás, o petróleo e os boys, a distribuição é anisotrópica). Na Dinamarca, por exemplo, quase metade da energia eléctrica consumida é obtida em geradores eólicos no Mar do Norte. Por cá, é o que se sabe.&lt;br /&gt;O que importa dizer no entanto, é que, mesmo que se cubram todos os telhados com células fotovoltaicas e todos os cabeços sem ermidas com geradores eólicos, dificilmente deixaremos de depender de alguém, para além de que ninguém está disposto a esse investimento, especialmente no que à energia solar diz respeito...&lt;br /&gt;É, pois, minha convicção que a Europa e Portugal têm que pensar seriamente numa certa opção, mesmo que essa não seja a única (e não digo que deva ser, acho muito bem que se invista e se procurem novas e melhor soluções a nível de energias alternativas, de preferência articuladas com a indústria): o nuclear!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-113656414622769216?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/113656414622769216/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=113656414622769216' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113656414622769216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113656414622769216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2006/01/as-pilhas-do-mundo.html' title='As pilhas do Mundo'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-113655765771508683</id><published>2006-01-06T14:10:00.000Z</published><updated>2006-01-06T14:27:37.763Z</updated><title type='text'>Requiam pela Palestina</title><content type='html'>Por estes dias assistimos à maior orgia mediática sobre o estado de saúde duma pessoa desde a morte de João Paulo II há quase um ano. É Ariel Sharon, o polémico general, político e primeiro-ministro israelita que, depois dum "ligeiro AVC", expressão popularizada pelo Eliseu há uns meses, teve agora um "grave AVC" e encontra-se em estado bastante crítico, senão mesmo às portas da morte. Parece que só um milagre é que o fará voltar à política activa, e disputar as eleições gerais de Março com o seu novo partido centrista, o Kadima. Embora ainda esteja tudo muito a fresco, e uma sondagem indique inclusive que o Kadima ganhará mesmo sem Sharon, custa a crer que nada mude nos próximos dois meses. Quem o sabe e tem a benificiar mais com a ausência do carismático primeiro-ministro, na minha opinião pessoal a personalidade do ano em 2005 e o mais importante líder de Israel desde Rabin, ou mesmo desde Ben-Gurion, são obviamente Netanyahu, e o Hamas e demais radicais palestinianos. Nenhum deles, especialmente os últimos, deseja uma evolução positiva do conflito e uma solução para a Palestina. Numa ironia da História, com a degradação da condição clínica de Sharon, o "carniceiro de Chatila", é também a possibilidade dum futuro menos sombrio para a Palestina a médio prazo que parece expirar também, a cada informação duma nova hemorragia cerebral do primeiro-ministro, e a cada reacção de euforia do presidente do Irão a essas notícias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-113655765771508683?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/113655765771508683/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=113655765771508683' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113655765771508683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113655765771508683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2006/01/requiam-pela-palestina.html' title='Requiam pela Palestina'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-113163560108402521</id><published>2005-11-10T15:00:00.000Z</published><updated>2005-11-10T15:22:54.640Z</updated><title type='text'>Post a fugir da norma</title><content type='html'>No meio de todas as catástrofes ambientais e climáticas, entalado entre o fogo cruzado de todas as discussões científicas, pseudo-científicas e políticas sobre as alterações climáticas, sentindo na pele a bizarria cresecente das estações tradicionais, é com conforto que constato que o Verão de S. Martinho ainda é o que era!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Bem sei que o S. Martinho é só amanhã, mas hoje é que vou comer as castanhas. Enquanto houver castanha assada, água-pé e amigos a aquecerem-nos o corpo e os corações, quero lá saber das presidenciais e da crise!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-113163560108402521?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/113163560108402521/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=113163560108402521' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113163560108402521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113163560108402521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/11/post-fugir-da-norma.html' title='Post a fugir da norma'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-113155893479380556</id><published>2005-11-09T17:30:00.000Z</published><updated>2005-11-09T17:59:16.926Z</updated><title type='text'>Há 70 anos em Bagdad...</title><content type='html'>...produzia-se propaganda bem mais lúcida que nas décadas seguintes. Nem sempre o progresso acompanha o calendário; essa é a lição do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5022/898/1600/propaganda_irq.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5022/898/320/propaganda_irq.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-113155893479380556?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/113155893479380556/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=113155893479380556' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113155893479380556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113155893479380556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/11/h-70-anos-em-bagdad.html' title='Há 70 anos em Bagdad...'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-113138598900730373</id><published>2005-11-07T16:58:00.000Z</published><updated>2005-11-07T17:53:09.040Z</updated><title type='text'>A intifada francesa?</title><content type='html'>O título de capa da edição de hoje do Público é "A Intifada Francesa". Entretanto o &lt;a href="http://blog.luispedro.org/"&gt;Luís&lt;/a&gt; disse-me que a expressão não é deles, o que é previsível. Aliás, só me espanto de, quase duas semanas depois, ainda nunca a ter lido na imprensa nacional até ter passado esta manhã pelo quiosque. De facto os paralelos com a Intifada palestiniana parecem bastantes, a começar pela associação religiosa e a acabar em alguns dos métodos de combate/distúrbios. No entanto, essa expressão, Intifada Francesa, está completamente errada na minha opinião. &lt;br /&gt;A expressão Intifada surgiu após o levantamento palestiniano de 1987 que, segundo os próprios, seria um protesto contra o que viam como a repressão israelita (assassinatos extra-judiciais, demolição de casas, deportações, discrimações várias, etc.), e certamente nascida também dum sentimento de impotência e abandono causado pelos processos de paz entre Israel e alguns dos seus vizinhos árabes como o Egipto e a Jordânia. O termo em si, é uma latinização duma expressão em árabe que significa algo como levantamento, agitação ou ruptura. Até aqui, nada de novo, continua a parecer haver muitos paralelos com os acontecimentos de França. &lt;br /&gt;No entanto, as expressões são criadas para acompanhar os acontecimentos no terreno, para acompanhar a realidade. Sendo assim, parece-me que chamar de Intifada ao que se passa em Paris e noutras cidades francesas há quase duas semanas é uma falácia. E é uma falácia porque, tenha-se a opinião que se tiver sobre o conflito do Médio Oriente, aí havia uma noção relativamente clara de quais os motivos do confronto, de quais as causas por que os manifestantes se batiam, quem era o alvo, qual era a sua base de suporte, ou quão disseminadas essas ideias estavam pela comunidade de origem.&lt;br /&gt;Em França nada disso existe, e pior que isso, chamá-lo de intifada é, na minha opinião, conceder subtilmente uma legitimidade inaceitável aos métodos e objectivos dos grupos de jovens que incedeiam carros e edifícios naquelas noites aparentemente tão longínquas do Sena e da cidade-luz. Porque os primeiros são intoleráveis num estado de direito, e os segundos são nebulosos, incoerentes ou intangíveis na melhor das hipóteses. &lt;br /&gt;A questão que me parece essencial aqui é a associação que se faz entre esses tais grupos e as comunidades de onde serão oriundos no seu todo. Por motivos de guerrilha política, foi conveniente para muita gente que Nicolas Sarkozy, mais as suas declarações politicamente incorrectas, aparecesse inicialmente como um incendiário quando deveria ser o comandante dos bombeiros. Não importa aqui quão despropositadas ou descontextualizadas essas declarações tenham sido, mas o escândalo decoroso duns, e o silêncio táctico doutros (os próprios Primeiro-ministro e Presidente da República entre os últimos), permitiram que se identificassem as comunidades de imigrantes dos bairros degradados dos subúrbios com os desordeiros, que aos olhos dos Estado (ou pelo menos departe dele, Sarkozy e os seus neste caso) todos fossem simultaneamente os &lt;em&gt;racailles&lt;/em&gt;, a canalha, do Ministro do Interior. &lt;br /&gt;Ao fazerem isso, deram aos combates de rua a legitimidade que jamais poderiam ter, e deram aos que diariamente icendeiam os seus próprios bairros, um objectivo político irrealista e inaceitável. Ou seja, a partir de então passou a existir uma guerra com o Estado, que depressa se tornou numa guerra com Sarkozy, ie, com uma parte do governo. Como condição para o fim da violência apela-se ao despedimento do Ministro do Interior, como se algum governo com um mínimo de decoro e amor-próprio pudesse sequer pensar em ceder a bandos de desordeiros. Porque, por muito justas que sejam as reivindicações e queixas das pessoas e comunidades que habitam esses bairros degradados da periferia das grandes cidades europeias, jamais podem ser representados por aquilo que esses grupos são na realidade, bandos de desordeiros (e se não são desordeiros no dia-a-dia, nisso se transformam todas as últimas noites)! E nenhum de nós pode cair no erro de os considerar outra coisa que não isso, e de os confundir com as suas comunidades de origem, ou a luta duns com a dos outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-113138598900730373?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/113138598900730373/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=113138598900730373' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113138598900730373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113138598900730373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/11/intifada-francesa.html' title='A intifada francesa?'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-113103714775847296</id><published>2005-11-03T16:44:00.000Z</published><updated>2005-11-03T17:00:33.436Z</updated><title type='text'>Blue Train</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.thebutterscotchthreshold.com/coltrane-blue-train-01.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px;" src="http://www.thebutterscotchthreshold.com/coltrane-blue-train-01.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt; Dispensa texto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-113103714775847296?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/113103714775847296/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=113103714775847296' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113103714775847296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113103714775847296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/11/blue-train.html' title='Blue Train'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-113102161711531725</id><published>2005-11-03T11:41:00.000Z</published><updated>2005-11-03T14:54:07.020Z</updated><title type='text'>Século XIX? Prazer em conhecê-lo!</title><content type='html'>Quando nos deparamos com resumos da História de Portugal orientados para o grande público, por exemplo, em artigos de enciclopédias ou revistas de promoção turística, verificamos que quase todos começam por referir brevemente alguns povos do Bronze e do Ferro, em particular os Lusitanos que são óptimos para logo de seguida introduzir a romanização. Seguem-se brevíssimas referências aos Godos e Muçulmanos, e de seguida entra-se finalmente na História de Portugal propriamente dito. A Reconquista tem sempre destaque, mas o resto da Idade Média nem tanto, para depois se introduzir a "revolução" de 1383/85. A partir daí entramos na época áurea da História e amplos parágrafos nos dão a conhecer o Infante D. Henrique, os navegadores, as viagens, os reis e as conquistas. Em 1580 a luz do país apaga-se e voltam a acendê-la em 1640. Os redactores entram então em velocidade de cruzeiro ao escreverem sobre o Brazil, o terramoto e o Marquês, as invasões francesas e a independência da colónia sul-americana. Por esta altura o artigo já vai longo, mas ainda é necessário dedicar algumas linhas à implantação da República, à ditadura de Salazar e à Revolução dos Cravos e consequente normalização democrática e independência das colónias africanas. Em 1986 Portugal adere à CEE. E pronto, está feito! "Então mas... e o século XIX?", pergunta o leitor mais curioso. Ah, é verdade, entretanto houve uma guerra civil ganha pelos liberais, um mapa côr-de-rosa e uma monarquia cada vez mais podre que em 1910 nem deu luta. "Ok, obrigado!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O século XIX fica assim comprimido entre as memoráveis glórias e desgraças do passado anterior e as críticas convulsões do seguinte, que no fundo ainda é o nosso século (quantos é que quando ouvem a expressão "século passado" não a associam ainda ao século XIX?). Mesmo descartando o âmbito específico do tipo de artgos que referi acima, o português médio (o que quer que isso seja- aliás, até tenho medo de o descobrir) pouco ou nada sabe dos anos de 1800s para além do seu início e do seu final (que para todos os efeitos, em Portugal é 1910, não 1900). E no entanto, o século XIX foi um periodo de grandes transformações e acontecimentos, e a Grande Parideira Pátria foi bem generosa em dar à luz imensas personagens influentes na vida nacional dos últimos 200 anos. Porque razão é que cento e tal anos e 3 Constituições depois (1911, 1933 e 1976) esses anos são tão pouco conhecidos e discutidos fora dos círculos académicos, e ainda aí, só mesmo nos últimos anos. É muito simples: politicamente, o século XIX foi o século do liberalismo e da monarquia parlamentar. A I República tinha o dever de o mostrar como décadas perdidas para justificar a sua própria existência, e o Estado Novo, reaccionário, anti-liberal e anti-parlamentarista, era, pois, suportado por pessoas que se tivessem nascido 100 anos antes lutariam nas hostes miguelistas contra os vencedores finais. Só muito recentemente tivemos então condições para olhar para essa época sem necessidade de constrangimentos ideológicos e, não diria reabilitá-la, mas vê-la de forma mais neutra. Porque o século de oitocentos foi o século do liberalismo, da primeira experiência constitucional e parlamentar, da primeira democracia (certamente muito imperfeita, mas não muito mais do que as mais avançadas da sua época, pelo menos formalmente), da Regeneração, do começo da actividade industrial em Portugal, do maior salto em frente nas vias de comunicação desde os Romanos, e também claro, do rotativismo "pantanoso", do caciquismo, do Ultimato, da crise económica dos últimos anos da Monarquia, das subversões do parlamentarismo liberal (o Franquismo, por exemplo), das revoltas populares. Foi o século das grandes causas ingénuas, do liberalismo romântico e do positivismo. Foi emfim, o século de D. Pedro IV, de Saldanha, de Mouzinho da Silveira, de Fontes Pereira de Melo, de Garrett, de Antero de Quental, de Oliveira Martins, de José Malhoa, de Rafael Bordalo Pinheiro, de Camilo Castelo Branco, da Geração de 70, de Ramalho Ortigão, de Eça de Queirós. E se hoje está tão em voga comparar a nossa realidade com a do final dessa época, usando citações dos romances de Eça ou de "As Farpas", era bom que esse tempo fosse melhor compreendido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-113102161711531725?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/113102161711531725/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=113102161711531725' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113102161711531725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113102161711531725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/11/sculo-xix-prazer-em-conhec-lo.html' title='Século XIX? Prazer em conhecê-lo!'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-113042695994516959</id><published>2005-10-27T16:06:00.000+01:00</published><updated>2005-10-27T16:31:11.936+01:00</updated><title type='text'>A realidade antecipou-se à ficção</title><content type='html'>No meu último post sugeri, impertinente, que se imaginasse uma greve do governo ou do Presidente da República, o que, supunha eu, nunca poderia passar dum delírio de imaginação. Contudo, ontem o Público citava uma alusão feita no Diário Económico a uma greve do governo em 1975! Sendo eu um catraio da geração pós-25 de Abril, não conhecia muito bem os factos a que eventualmente se estariam a referir e fui investigar. Penso que se referia à auto-suspensão do VI Governo Provisório em Novembro de 1975, como resposta ao clima de antagonismo e pressões entre as várias facções políticas da época, incluindo o MFA, e respectivos apoiantes nas ruas. Essa tensão política e social culminaria 5 dias depois nos célebres eventos do 25 de Novembro. Ainda assim achei que se calhar a palavra greve poderia ter sido um pouco abusada no tal artigo do Diário Económico, mas de facto, descobri depois que &lt;a href="http://dn.sapo.pt/2004/12/07/tema/nao_acredito_eternidade_o_fica_mim_e.html"&gt;nesta entrevista&lt;/a&gt;* o Mário Soares assume a paternidade da ideia da tal greve e chama-lhe isso mesmo, a greve do governo. Claro que as circunstâncias da época eram bem particulares, mas não deixa de ser insólito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Aconselho a leitura desta entrevista concedida por altura dos 80 anos de Mário Soares há quase 1 ano atrás. É bem interessante, particularmente nos episódios que recorda, as relações que teve ao longo da vida, opiniões sobre outros políticos (incluindo o seu adversário Cavaco Silva), pequenas confissões ("Fiz ali umas malfeitorias..." num congresso em oposição a Salgado Zenha) ou a admissão de que é um desastre a línguas. Tenho a certeza que se fosse hoje não diria muitas das coisas que estão ali, parece mesmo uma entrevista de quem já não antevia mais nenhum grande combate político.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-113042695994516959?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/113042695994516959/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=113042695994516959' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113042695994516959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113042695994516959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/10/realidade-antecipou-se-fico_27.html' title='A realidade antecipou-se à ficção'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-113025876258077003</id><published>2005-10-25T16:59:00.000+01:00</published><updated>2005-10-25T17:46:02.586+01:00</updated><title type='text'>História do homem cujos membros resolveram deixar de dar de comer ao estômago</title><content type='html'>Como já toda a gente deve ter reparado, a justiça entrou em greve, incluindo os mais diversos funcionários do sistema judicial e os próprios juízes. Das razões invocadas para esta parlisia quase total, sei apenas alguns pontos que têm sido impressos nos jornais. É pena que as disputas cheguem a este ponto, porque a justiça já goza de tão pouca confiança junto dos cidadãos que, independentemente de quem tem razão no diferendo, custa-me a admitir outra percepção que não seja a da degradação dessa imagem. Em relação aos funcionários, não tenho nada a comentar. Já em relação aos juízes, que eles não consigam ver isso, só mostra o quão desfasados se permitiram ficar em relação ao sentimento dos cidadãos, por outras palavras, os utentes da justiça. No entanto, se só fosse uma questão de direitos e deveres laborais, também não teria muito a comentar. &lt;br /&gt;O que me causa uma perplexidade enorme é como é que é possível entrarem em greve os titulares dos mais altos cargos dum dos orgãos de soberania da Nação, os tribunais. Então, um dos braços do poder político tripartido, representado pelos seus altos magistrados, também faz greve? E pior ainda, fá-lo por causa duma disputa com o governo e o primeiro-ministro, ie, com os restantes poderes? &lt;br /&gt;Imaginemos o que seria se os outros poderes, se a Assembleia eleita, se o primeiro-ministro, agastado com a decisão que já foi dada como quase certa do tribunal Constitucional inviabilizar o referendo sobre o aborto antes de Outono do próximo ano, e discordante dessa interpretação, decidisse meter greve e acusar o Tribunal de intransigencia. E imaginemos que logo a seguir, o Presidente da República, com um governo e a assembleia em greve, sem nada para promulgar, e em protesto por tal situação metia também greve. Fechava-se no Palácio de Belém, ou seja, ficava em casa, e não recebia ninguém em audiência, nem conselheiros, nem acessores, nada. Ou então fazia greve logo quando saísse a decisão do Tribunal, porque sempre planeou acabar o mandato marcando o referendo, e agora só o sucessor é que o fará. Seria tão caricato e escandaloso que nem para República das Bananas valeriamos. &lt;br /&gt;E nós, meros cidadãos, que faríamos? Eu por mim entrava em greve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-113025876258077003?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/113025876258077003/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=113025876258077003' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113025876258077003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113025876258077003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/10/histria-do-homem-cujos-membros.html' title='História do homem cujos membros resolveram deixar de dar de comer ao estômago'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-113015323530464355</id><published>2005-10-24T11:52:00.000+01:00</published><updated>2005-10-24T14:59:46.080+01:00</updated><title type='text'>A direcção do vento</title><content type='html'>&lt;em&gt;C'est l'exegi monumentum du journalisme; il aurait dû ne rien faire depuis, car il ne fera rien de mieux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre Dumas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui até às eleições presidenciais muito se escreverá e dirá do passado do candidato Cavaco Silva. Em particular, apontar-se-á o dedo a quem antes o vilipendiava e agora disputa um lugar no séquito dos triunfantes anunciados. Pois bem, esqueçam tudo isso. Depois do que se passou entre os dias 9 e 22 de Março de 1815, essas discussões nem merecem ser consideradas. Esse foi o tempo que Napoleão demorou a escapar do seu primeiro exílio na ilha de Elba e a chegar a Paris à cabeça dum exército espontâneo que se lhe foi juntando pelo caminho. O jornal parisiense &lt;em&gt;Le Moniteur&lt;/em&gt; acompanhou diariamente a marcha de retorno, publicando sucessivamente os seguintes títulos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O antropófago abandonou o seu refúgio"&lt;br /&gt;"O ogre da Córsega desembarcou no golfo Juan"&lt;br /&gt;"O tigre chegou a Gap. As tropas avançam de todos as direcções para o deter. Aí acabará a sua miserável aventura, como um vagabundo nas montanhas"&lt;br /&gt;"O Monstro dormiu em Grenoble"&lt;br /&gt;"O tirano atravessou Lyon. O terror apoderou-se de todos quando se aperceberam da sua presença"&lt;br /&gt;"O usurpador foi avistado a sessenta léguas da capital"&lt;br /&gt;"Bonaparte avança em grande ritmo, mas nunca entrará em Paris"&lt;br /&gt;"Napoleão chegará amanhã às portas da cidade"&lt;br /&gt;"O Imperador chegou a Fontainebleu"&lt;br /&gt;"Sua Majestade Imperial entrou ontem no Castelo das Tulherias, por entre aclamações dos seus fiéis súbditos"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-113015323530464355?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/113015323530464355/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=113015323530464355' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113015323530464355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113015323530464355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/10/direco-do-vento.html' title='A direcção do vento'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-113011633534165094</id><published>2005-10-24T00:35:00.000+01:00</published><updated>2005-10-24T02:12:15.350+01:00</updated><title type='text'>Pequena questão/reflexão antes do "xixi, cama"</title><content type='html'>Traduzindo para o "vernáculo", sem me dar ao trabalho de relembrar e escrever o "texto de origem", ie, as equações e afins(portanto, sem querer também que leitores mudem de leitura logo na primeira linha), em física, os objectos valem mais em associação do que isolados. Dito assim, parece a conclusão mais evidente do mundo, mas se se pensar que isto quer também dizer que, por exemplo, o Sol "pesa" mais do que a soma de todas as partículas constituintes individuais, talvez já não seja tão trivial. Isto acontece porque a este nível (atómico, sub-atómico...), a energia dum sistema AB é a soma da energia de A, de B e da energia de interacção. E sendo este o centésimo ano do famoso artigo de Einstein, toda a gente já deve saber que existe uma equivalência massa-energia traduzida por uma famosíssima equação...&lt;br /&gt;Ora, também nós somos constituidos por matéria, milhões e milhões de células, moléculas e átomos. Penso que no "Cosmos", o Carl Sagan divertiu-se até a calcular qual o valor comercial dum corpo humano (x litros de água, y kg de carbono, etc.), tendo chegado a um valor que não recordo, mas na ordem duns poucos dólares. Pondo de lado fantasias literárias do séc. XIX, a questão essencial é que (ainda) ninguém é capaz de pegar na matéria-prima e fazer uma pessoa, pelo que se pode realmente dizer que o preço dum ser humano é (por enquanto, volto a dizer) incalculável. Pelo menos vivo, &lt;a href="http://www.nydailynews.com/front/story/353378p-301207c.html"&gt;já que morto parece que custa uns 100 mil dólares&lt;/a&gt;. (A retalho. Deve haver desconto para comprar por peça inteira...)&lt;br /&gt;Também nós somos portanto muito mais do que a soma de todas as nossas partículas. Aliás, o corpo humano deve ser o objecto em que a diferença entre o antes e depois, a nossa &lt;em&gt;energia de interacção&lt;/em&gt; digamos, é de longe a maior de todo o universo conhecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um quark, um átomo, uma molécula não têm consciência, não riem, não sentem, não amam, não choram, não sofrem, não pensam, não se questionam. Nós sim, nós temos uma alma ou uma consciência (caso a palavra alma, excessivamente conotada com a religião, vos faça, por isso, soar os alarmes). Essa consciência, a "qualidade subjectiva da experiência" de acordo com a caracterização de David Chalmer, é então o quê? O sopro divino? Nesse caso toda a introdução acima é uma curiosidade sem interesse, embora redimida pela fantástica segurança da separação entre corpo e alma, de que a imortalidade da última é quase o corolário lógico. Ou é o produto mais sublime duma interacção incrivelmente organizada e complexa: o nosso corpo, e em particular o nosso cérebro, ie, de pó e água? E se assim for, qual é a diferença conceptual entre corpo e consciência/alma? A partir de que nível é que aquele gera esta, e nós nos relacionamos uns com os outros tomando-a como inata e natural? Para já, uma resposta simples e em certa medida lógica, é de que a experiência qualitativa não existe, é uma cadeia de ilusões.&lt;br /&gt;Isso é assustador, e no fundo, todos &lt;em&gt;sabemos&lt;/em&gt; não é verdade. Para ir mais além e obter outras respostas creio que precisamos, no entanto, ou duma nova ciência ou duma velha fé.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-113011633534165094?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/113011633534165094/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=113011633534165094' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113011633534165094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/113011633534165094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/10/pequena-questoreflexo-antes-do-xixi.html' title='Pequena questão/reflexão antes do &quot;xixi, cama&quot;'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-112990716577224135</id><published>2005-10-21T14:31:00.000+01:00</published><updated>2005-10-21T16:16:47.563+01:00</updated><title type='text'>Rankings</title><content type='html'>Depois longa sabática que desesperou os poucos (mas bons!) fãs a princípio, e os liquidou definitivamente ao fim de alguns meses, eis que em Bagdad volta a ser seguro abrir as portas da Ideiateca. Fora isso, creio que nada mudou, &lt;a href="http://ideiateca.blogspot.com/2005/03/habemus-blog.html"&gt;sou o mesmo e a Ideiateca é a mesma&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Finda a pouco esclarecedora, mas penosa e obrigatória (cortesia obligé), introdução, prossigamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos dias tomei conhecimento de dois estudos globais bastante interessantes. O primeiro é um &lt;a href="http://www.lemonde.fr/web/vi/0,47-0,54-700462,0.html"&gt;relatório sobre a evolução dos conflitos armados&lt;/a&gt; no mundo do pós-guerra (a II Mundial). O segundo é o já habitual &lt;a href="http://www.rsf.org/rubrique.php3?id_rubrique=554"&gt;relatório e ranking dos Repórteres Sem Fronteiras sobre a liberdade de imprensa no mundo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Em relação ao primeiro, vem confirmar o que já suspeitava e sempre defendi, principalmente quando profissionais do proselitismo me tocam à campainha e tenho de argumentar contra a sua verborreia apocalíptica. Desde 1946, mas principalmente desde que a Guerra Fria terminou, que o uso da força guerreira tem vindo a descer, e é certamente o mais moderado de sempre. Nos anos 50, morriam em média milhares de pessoas (combatentes e civis) por conflito. Actualmente, são "apenas" 600 pessoas acima do tolerável, o que apesar de tudo demonstra uma evolução positiva. Ainda assim, existem mais guerras em curso hoje do que há 5 ou 6 decadas atrás, mas menos do que na véspera da dissolução da URSS.&lt;br /&gt;Existem várias razões para esta evolução: em primeiro lugar o fim da Guerra Fria fez desaparecer o suporte ideológico de muitas guerras fraticidas em países do 3º mundo, ou melhor, fez desaparecer o sustento dum dos actores em palco (nem sempre o mais óbvio, como se pôde ver em Angola). Sendo assim, a maioria das guerras actuais são conflitos em que a assimetria de poderes é muito grande (tipicamente uma guerrilha vagamente (pós) marxista contra um estado vagamente organizado (para não escrever vago estado...). A maior parte destes conflictos nem sequer passa nas televisões, como escrevi em &lt;a href="http://ideiateca.blogspot.com/2005/03/esse-est-percipi.html"&gt;&lt;em&gt;Esse est percipi&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, e sempre pode ser argumentado que um dos lados só não mata mais dos outros, porque não os vê. Mas para a maior parte do mundo, hoje em dia, mais conflitos são resolvidos ou evitados à mesa das negociações do que em qualquer outra era da história humana, e os golpes de estado (com a habitual carnificina de opositores políticos) nunca estiveram tão &lt;em&gt;demodé.&lt;/em&gt; Talvez também porque desde 1946, o número de governos democráticos mais que quadriplicou. A própria ONU, sempre palco de paixões tão exacerbadas, nunca esteve tão activa em missões de manutenção de paz, como tem estado desde há 15 anos para cá.&lt;br /&gt;Importa contudo dizer que nem tudo são rosas, e se nós por cá estamos melhor que há escassas décadas, em África passa-se o inverso. Na verdade, África é o grande viveiro das desgraças associadas à guerra. Após a descolonização (e não importa agora discutir de quem é a culpa, ou quem tem maior quota na sua paternidade), o continente fez-se negro em mais do que um sentido (genocídios, guerras constantes, consequentes fome e declínio económico, recrutamento de crianças, etc.)...&lt;br /&gt;Os cínicos poderão também argumentar que o panorama não está necessariamente melhor, apenas mais &lt;em&gt;higiénico&lt;/em&gt;, isto é, as armas não provocam tantos danos colaterais. Apesar de também me considerar algo cínico, neste caso creio sinceramente que a evolução é positiva. A própria opinião pública é hoje em dia mais exigente, e prefere resoluções pacíficas, para o que também creio ser muito importante a massificação dos media (mais uma vez, &lt;em&gt;esse est percipi&lt;/em&gt;, ser é ser percepcionado- ver George Berkeley).&lt;br /&gt;Por outro lado, e ainda que em número, a ocorrência de actos terroristas tenha entrado em declínio relativamente constante após os anos 80, a queda do terror puramente ideológico (embora num post futuro talvez aborde essas nuances mais a fundo) coincidiu com a emergência do terror dito islâmico. Este é potencialmente muito mais perigoso que o anterior por várias razões: não está limitado no espaço (é global, no limite ninguém está imune), não está limitado no tempo (o objectivo tal como é apresentado é irrealizável e impossível), não está limitado na ideologia (o extremismo de inspiração religiosa é o mais irracional, resistente e inato da nossa espécie), não está limitado nos meios (qualquer arma a que os fanáticos tenham acesso é legítima) e não está limitado nos alvos (não há civis, todos são vistos como "soldados").&lt;br /&gt;A propósito, é também curioso verificar o gráfico de participação em conflitos armados por país, onde o Reino Unido e a França surgem como os países mais participativos, com os EUA e a Rússia/URSS apenas em 3º e 4º respectivamente. Portugal também não é dos mais pacíficos... É preciso no entanto distinguir entre participação e determinação: por exemplo, na recente guerra do Iraque, particpam vários países, mas são os EUA quem tem a parte de leão dos efectivos e arsenal militares. Aposto também que a esmagadora maioria da opinião pública não sabe que estiveram outras potências ocidentais envolvidas ao lado dos EUA na Guerra do Vietname (e não me refiro apenas à França naquele período da guerra que se costuma separar do posterior, e se chama Guerra da Indochina).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao segundo linque, refere-se a um ranking de liberdade de imprensa no mundo, e uma explicação dos critérios. Como sempre, os países da Europa do Norte lideram e todos os países do top 10 são do Velho Continente. As grandes surpresas do meu ponto de vista são as boas classificações de alguns dos novos países da União Europeia (os que já costumam liderar todos os rankings dos novos países), que eu interpreto como reacção ao forte controlo que existia antes da queda dos regimes comunistas da Europa de Leste. Também surpreendente é ver Portugal em 23º lugar, e à frente dos dois tradicionais paradigmas da imprensa livre, a Grã-Bretanha e os EUA, bem como de muitos outros onde a imagem que temos habitualmente é a duma imprensa activa e competitiva, como por exemplo, a Espanha ou a França. Infelizmente, não podemos cantar já de galo, porque se lermos com atenção o artigo e os documentos em .pdf no final da página, é explicado que estas classificações não se devem apenas a pressões ou impedimentos à liberdade jornalística por parte dos governos nacionais, mas baseiam-se em critérios mais rígidos, como por exemplo pressões e obstáculos levantados por interesses privados, corporativos ou anónimos. A Grã-Bretanha cai muito no ranking devido principalmente à situação da Irlanda do Norte e às dificuldades dos repórteres locais, da mesma forma que a Espanha e a França sofrem com as questões do País Basco e da Córsega respectivamente. Quanto aos EUA, desceram imensos lugares em relação a anos anteriores devido às recentes tentativas do poder judicial (e político) em quebrar a sacrossanticidade das fontes jornalísticas na cultura de imprensa americana.&lt;br /&gt;Por outro lado, e mais importante ainda na minha opinião, é que esta classificação não tem qualquer intenção de julgar a &lt;em&gt;qualidade&lt;/em&gt; de informação fornecida pela imprensa nos respectivos países. Ainda gostava de ver qual a classificação do nosso país num ranking desse género... Alguém sabe de algum estudo desses?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-112990716577224135?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/112990716577224135/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=112990716577224135' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/112990716577224135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/112990716577224135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/10/rankings.html' title='Rankings'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-111336704743972349</id><published>2005-04-13T03:49:00.000+01:00</published><updated>2005-04-13T05:37:27.443+01:00</updated><title type='text'>O craque</title><content type='html'>O Zé Riscado, avançado centro do Corcovas Futebol Clube, é a estrela da equipa. Dizem até os sócios que costumam jogar à bisca e ao dominó no café do Ti João que se estivesse num clube maior era bem capaz de ir à Selecção.&lt;br /&gt;Por causa disso, o Zé Riscado nunca joga, fica sempre no banco. A razão é muito simples:&lt;br /&gt;O Campo de S. Gabriel, casa do Corcovas FC, costuma estar cheio de olheiros de outros clubes, atraídos pela fama do Zé Riscado, e certamente à procura de comprová-la com os seus próprios olhos e aliciarem-no a um contrato-promessa para a próxima época. O que seria uma tragédia para o Corcovas, porque de facto, a equipa é o Zé e mais dez (aliás, não há semana em que não faça as manchetes da secção de desporto do jornal da paróquia). Para despistarem os caça-talentos, o Eng. Saraiva e Melo, presidente da colectividade, e o Sô Álvaro, o treinador, tiveram então essa ideia enquanto bebiam umas minis lá no café. Todos os Domingos, ou um ou o outro, anuncia à Imprensa que o Zé Riscado não pode jogar, ora porque está lesionado, ora porque está castigado por ter visto 5 cartões amarelos (o que é espantoso porque o Zé, como disse, nunca joga), ora porque tem de pegar ao serviço lá na fábrica à hora do jogo, ao que se segue uma diatribe contra a Associação de Futebol Distrital por não intervir na questão, e não defender os interesses dos seus associados. Quando o Corcovas perde, o Sô Álvaro lamenta-se na conferência de imprensa da ausência de jogadores importantes, que se o Zé Riscado estivesse apto, a história seria bem diferente.&lt;br /&gt;A princípio, quando sabem que mais uma vez o Zé está indisponível, os olheiros ficam frustrados, mas a curiosidade redobra ao escutarem a enorme ovação do público quando o seu nome é anunciado entre os suplentes. E no jogo seguinte, lá estão outra vez. E no entanto, que se saiba, o Zé Riscado nunca jogou um minuto sequer. Eu próprio tive ocasião de o comprovar quando estive no café do Ti João nas últimas férias de Natal. Nem os sócios mais ferrenhos se recordaram de alguma vez terem visto algum passe, alguma finta, algum golo do Zé Riscado, "mas caramba, que jogador!"&lt;br /&gt;Mas isso foi até ao penúltimo jogo no S.Gabriel. No Domingo de Páscoa, jogava-se o dérbi da freguesia contra o SC Catraiense. Na 1ª volta o Corcovas foi completamente humilhado com uma cabazada de 6-0, o que, originou toda uma série de anedotas e provocações dos catraienses, que os outros, claro está, encaixaram como insultos maliciosos. Na procissão de sexta-feira santa, por exemplo, consta que havia uma série de elementos da claque do Catraiense infiltrados e que, enquanto os fiéis cantavam o "Avé Maria", aqueles cantavam por sua vez:&lt;br /&gt;"Avé Maria, Avé Maria&lt;br /&gt;O placard até luzia&lt;br /&gt;Eu só queria, eu só queria&lt;br /&gt;Somar mais um à meia dúzia"&lt;br /&gt;o que para além de ser uma rima de péssimo gosto (e pouca harmonia), é uma flagrante blasfémia, e só contribuiu para aquecer ainda mais os ânimos. O vigário, por exemplo, tomou-o como afronta pessoal, e no sermão de domingo fez questão de relembrar que era dever de toda a gente ir ao campo apoiar o Corcovas.&lt;br /&gt;Felizmente o reforço policial que a GNR enviou evitou que se trocassem tabefes entre ambas as claques, mas o jogo estava a correr muito mal para a equipa da casa. Logo aos 5 minutos sofreram um golo, e daí para a frente nunca deixaram de ser dominados pelos rivais. Se o marcador se tinha mantido inalterado, só podia ser graças aos rosários que o vigário resava no topo norte.&lt;br /&gt;Jogavam-se já os últimos minutos quando o Zé Riscado (sentado no banco claro) não se conteve mais e implorou ao Sô Álvaro que ao menos por uma vez o deixasse jogar, que duas derrotas na mesma época era demais, ainda por cima sem marcarem um único golo. O treinador argumentou naturalmente que este jogo, sendo um dérbi, era assistido por ainda mais olheiros que de costume, que não podia ser, que o clube não podia passar sem ele. Até que o Zé teve, de súbito, uma ideia brilhante:&lt;br /&gt;"Mister, e se eu entrasse com a camisola do Ferrari? Ninguém ia saber que era eu que estava jogar."&lt;br /&gt;"Então e não se via logo que não era o Ferrari que estava em campo?"&lt;br /&gt;"Mas mister, o Ferrari também nunca joga, aliás, ninguém conhece o Ferrari. Ainda na semana passada perguntei por ele ao Pardal, que foi seu colega de carteira na 4ª classe, e respondeu-me que é muito bom moço e um grande amigo, mas para falar a verdade, nunca o viu."&lt;br /&gt;O argumento era demasiado forte.&lt;br /&gt;"Muito bem, és capaz de ter razão. Veste então a camisola dele. Entras tu e sai o Fonseca!"&lt;br /&gt;Aos 87 minutos procedeu-se à substituição. Metade do público entrou em delírio quando viu o Zé Riscado entrar em campo. Era a primeira vez que tal acontecia. A outra metade ficou confusa porque apesar de toda a fama, a verdade é que não conheciam a cara do Zé, porque nunca o tinham visto.&lt;br /&gt;Julgo que a crónica do jogo que foi impressa na edição extraordinária do jornal do dia seguinte poderá contar a história dos minutos derradeiros melhor que eu. Sendo assim, passo a citar:&lt;br /&gt;"Aos 89 minutos, Ferrari, recém entrado na partida, e guarda-redes suplente segundo a ficha do jogo, recebeu uma bola de costas para a baliza à entrada da grande área. Marcado por 3 defesas do Catraiense, dominou o esférico com o peito, ajeitou com a coxa e fez um balão por cima dos seus marcadores. Deu meia-volta mais rapidamente que toda a gente, ultrapassou a defesa, e na marca de penalti, de primeira e sem deixar a bola caír na brita, rematou forte e colocado ao ângulo superior direito da baliza de Rui Manel. Um golo soberbo caros leitores do VOZ EUCARÍSTICA, talvez o melhor do ano! Mas o Corcovas FC não se deu por satisfeito, estava agora insaciável, e a fome que tinha era de golos. Imparável, Ferrari veio buscar jogo ao seu meio-campo, galgou terreno, passou por 5 adversários e à entrada da área foi cobardemente atingido pelo capitão adversário. Temeu-se o pior, mas Ferrari recuperou e encarregou-se ele próprio da marcação do livre directo. Rematou em jeito por cima da barreira, sem hipóteses de defesa. Corria o minuto 91 e o árbitro apitou logo de seguida em direcção às cabines. A vitória foi justíssima e premeia a melhor equipa e a única que procurou a vitória. Os malvados hereges catraienses levam assim que contar do povo de Corcovas, que Deus nos perdoe."&lt;br /&gt;Após o jogo, a multidão, em delírio, levantou Zé Riscado/Ferrari em ombros, e por toda a tarde o exibiu pelas ruas da terra. Os olheiros, entusiasmados, e já esquecidos do Zé, que "porra, este avançado é que nós queremos!", não conseguiram furar por entre os adeptos e chegar à fala com o herói da partida, mas no dia seguinte voltaram e perguntaram pelo Ferrari. No café, os sócios indicaram a casa da mãe, com quem vive, mas quando procuraram saber mais pormenores, responderam que era bom moço, mas já há algum tempo não o viam (excepto naqueles minutos mágicos do jogo).&lt;br /&gt;"Aliás, agora que penso nisso, acho que nunca o vi."&lt;br /&gt;Na casa da mãe, esta, por sua vez disse que o filho Barnabé (o verdadeiro nome do Ferrari) era um anjo, tudo o que tinha na vida, que ela estava doente e não saía da cama, que se não fosse ele já teria morrido, mas que também não se lembrava de o ter visto ultimamente, aliás, desde que ele tinha ido para o seminário há 15 anos.&lt;br /&gt;"Não, também não, devo tê-lo visto pela última vez antes disso, mas não sei bem quando."&lt;br /&gt;Desconcertados, os olheiros voltaram no dia seguinte, e ainda no outro, mas com o mesmo sucesso. Mais desconcertante ainda, era a euforia que se vivia na terra, onde todos comentavam o jogo, mas enquanto uns elogiavam a jogada genial do Ferrari, outros retorquiam com o livre superiormente executado pelo Zé Riscado. Como ninguém conhecia o Ferrari, e muito poucos o Zé Riscado (e entre estes, nenhum é olheiro), as dúvidas não se desfizeram, mas no final prevaleceu a versão oficial. Quem substituiu o Fonseca aos 87 minutos do jogo com o Catraiense foi o Ferrari, e ponto final.&lt;br /&gt;Os olheiros depressa esqueceram o Ferrari, que não conseguiam encontrar em lado nenhum, e voltaram a concentrar as atenções no Zé Riscado. No domingo passado lá estavam, nas bancadas do S.Gabriel, ansiosos por verem se ele é tão bom quanto dizem. Curioso com esta história toda, também eu fui assistir á partida, com uma certa esperança, devo confessá-lo. Como é hábito, o Zé Riscado não saíu do banco Parece que está lesionado. O Ferrari também não jogou. Foi contratado por uma equipa espanhola.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-111336704743972349?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/111336704743972349/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=111336704743972349' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111336704743972349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111336704743972349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/04/o-craque.html' title='O craque'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-111274078200147769</id><published>2005-04-05T18:28:00.000+01:00</published><updated>2005-04-06T17:40:47.603+01:00</updated><title type='text'>Revolução vs. Religião</title><content type='html'>Nas sociedades organizadas (em todas na verdade), a religião organizada assegura duas funções essenciais: fornecer uma regra moral e suportar uma ordem social. No Baixo Império Romano, por exemplo, o paganismo caiu de podre porque já não conseguia assegurar satisfatoriamente a primeira, e dessa forma perdeu autoridade para desempenhar um papel na segunda.&lt;br /&gt;As duas grandes revoluções da Idade Moderna, a francesa e a russa, propuseram-se construir um homem e uma sociedade completamente novos. Os jacobinos não estavam simplesmente a delirar quando divinizaram a Razão e inventaram o culto do Ente Supremo para que os cidadãos não tivessem de deixar completamente de ir à missa. Tais excentricidades eram consideradas uma engrenagem útil na grande máquina da nova ordem social.&lt;br /&gt;Qualquer revolução que pretenda alterar os alicerces sociais mais profundos atacará inevitavelmente a religião instituída, mas para a substituir por um instrumento seu, não menos dogmático.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-111274078200147769?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/111274078200147769/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=111274078200147769' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111274078200147769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111274078200147769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/04/revoluo-vs-religio.html' title='Revolução vs. Religião'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-111161991439754366</id><published>2005-03-23T23:05:00.000Z</published><updated>2005-03-23T23:18:34.396Z</updated><title type='text'>Toma lá, chupa cá.</title><content type='html'>É curioso começar na ideiateca sem ideias. Alguém tem-nas prá troca? Não tenho pomar, nem horta, mas tenho horas pra oferecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-111161991439754366?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/111161991439754366/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=111161991439754366' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111161991439754366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111161991439754366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/03/toma-l-chupa-c.html' title='Toma lá, chupa cá.'/><author><name>p.g</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08421961037142739534</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-111151013178495032</id><published>2005-03-22T16:23:00.000Z</published><updated>2005-03-22T16:48:51.786Z</updated><title type='text'>Mais reflexões rápidas: a vida eterna</title><content type='html'>Noutro dia o Público trazia uma entrevista com um biólogo que faz pesquisa no campo da longevidade. De tudo o que disse, o mais excitante foi sem dúvida a possibilidade de nos próximos dois ou três séculos a ciência médica estar em condições de prolongar a vida humana indefinidamente (parece-me mais razoável do que afirmar que os nossos descendentes conquistarão a imortalidade). Quantos homens não terão sonhado com isso. Será sem dúvida a maior proeza da ciência, ou mesmo o maior acontecimento na história da Humanidade.&lt;br /&gt;No entanto, quando li isto, descobri imediatamente uma ironia que gostaria de saber se partilho com mais alguém:&lt;br /&gt;A minha posição em relação à pena de morte é de objecção. Há várias razões para a objecção à pena de morte, desde as económicas (pelo menos nos Estados Unidos é mais caro executar uma pessoa do que mantê-la encarcerada para o resto da vida) às de natureza moral. As minhas incluem-se no conjunto das últimas.&lt;br /&gt;No entanto, se amanhã alcançássemos o "segredo da vida eterna", creio que passaria a defender a necessidade absoluta da implantação da pena de morte... Uma inversão total dum paradigma implica um reajustamento de convicções que damos por adquiridas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-111151013178495032?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/111151013178495032/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=111151013178495032' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111151013178495032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111151013178495032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/03/mais-reflexes-rpidas-vida-eterna.html' title='Mais reflexões rápidas: a vida eterna'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-111146147592415514</id><published>2005-03-22T03:04:00.000Z</published><updated>2005-03-22T16:18:26.213Z</updated><title type='text'>P.G in da house!</title><content type='html'>Se desviarem ligeiramente os olhos para a direita aperceber-se-ão que há um nome novo no blog. A partir de hoje a Ideiateca deixa de ser uma colecção de delírios unipessoal para ser abraçada por uma equipa: eu e o P.G. O P.G é o tal amigo a que fiz referência no primeiro post que aqui escrevi e fico contente por ele ter subido a bordo. Deixo agora o campo livre: que o P.G deixe os seus posts falarem por si.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-111146147592415514?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/111146147592415514/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=111146147592415514' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111146147592415514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111146147592415514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/03/pg-in-da-house.html' title='P.G in da house!'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-111136167732343325</id><published>2005-03-20T23:19:00.000Z</published><updated>2005-03-22T16:23:36.580Z</updated><title type='text'>Mitos (1)</title><content type='html'>Num post anterior, &lt;a href="http://ideiateca.blogspot.com/2005/03/no-democratizemos-repblica.html"&gt;&lt;em&gt;Não democratizemos a República, nacionalizemo-la&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, referi que uma certa glorificação de episódios da História de Portugal antecede o Estado Novo. Seja qual for a sua origem, a verdade é que muitos dos mitos que foram sendo construídos criaram raízes entre nós. Desde há 100 anos que têm sido ensinados na 4ª classe e quase ninguém sabe que não são completamente verdadeiros. Nos próximos posts, exporei aqui alguns de que me recordar. O primeiro, e mais antigo, é Viriato.Na mente popular Viriato é o arquétipo do herói português: pastor simples, guerreiro bravo, chefe carismático, amante da liberdade. Sempre com aquela pureza genuína dos "bons selvagens", neste caso, o serrano não corrompido pela civilização romana, cujos exércitos são sistematicamente batidos pelo seu bando de pastores. De acordo com a estátua que dele existe em Viseu, o seu quartel-general seria a zona da Serra da Estrela.Na verdade, o mito de Viriato é quase tão antigo como ele próprio. Já na Antiguidade houve quem quisesse ver nele esse tal ideal de herói romântico, o que reflecte mais as perspectivas ideológicas dos autores do que factos conhecidos. Segundo as fontes da época, Viriato teria tido uma origem diferente da que imaginamos, quase de certeza no Sul da Península, e junto ao Oceano. Era casado com a filha dum caudilho da Andaluzia e, todos os recontros com as tropas romanas que se conhecem tiveram lugar nessa província. Se ele se movimentava tão bem nessa região, parece pouco provável que a sua ligação ao actual território português tenha sido pouco mais que secundária. A dada altura firmou a paz com o governador romano da região e tornou-se "Amigo e Aliado do Povo Romano", mas a guerra recomeçou em breve e Viriato teve que procurar refúgio a norte. Os historiadores pensam que terá sido na zona de Cáceres e Badajoz (muito distante da serra da Estrela ainda...), e enviou sucessivas embaixadas a pedir a paz, até ser assassinado pelos seus próprios companheiros, presumivelmente a isso aliciados pelos romanos. Dessa forma, não só Viriato parece ter muito pouco a ver com o território português (muito menos com a região montanhosa do centro do país), como também não me parece que seja a perfeita imagem dum pastor (de ovelhas e tropas) que corresponda ao ideal romântico. na melhor das hipóteses, não existem dados históricos para afirmar o que quer que seja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-111136167732343325?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/111136167732343325/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=111136167732343325' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111136167732343325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111136167732343325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/03/mitos-1.html' title='Mitos (1)'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-111108201515350184</id><published>2005-03-17T17:49:00.000Z</published><updated>2005-03-17T17:53:35.156Z</updated><title type='text'>Conclusões rápidas duma vista de olhos pelo Génesis...</title><content type='html'>No início da história bíblica da Criação o Homem vivia no Paraíso Terrestre em perfeita felicidade. Não havia sofrimento e não era preciso trabalhar. Existia no entanto um objecto estranho estranho no centro do Jardim, a árvore do Bem e do Mal. Como toda a gente sabe, Deus proibiu Adão de se alimentar dessa árvore, sob pena de encontrar a morte, mas a serpente conveceu Eva a comer e a dar o fruto também a Adão (até os animais falavam no Paraíso). Como castigo Deus expulsou a Humanidade do Éden e assegurou-lhes um futuro de sofrimento, frisando bem qual a razão: "O Homem tornou-se um de Nós, conhecedor do bem e do mal." (Gen, 3, 22).&lt;br /&gt;Portanto, até dar ouvidos à serpente, a Humanidade não conhecia o Mal. Mas poderá tal conceito existir sem o seu contrário? Se o Homem não conhecia o Mal, também não conhecia certamente o Bem (aliás, a árvore chama-se precisamente do bem e do mal). Há portanto duas conclusões a tirar:&lt;br /&gt;1) O Homem era feliz antes desta história toda. Para o autor do Génesis, a felicidade é ignorância.&lt;br /&gt;2) Ninguém deve ter um conhecimento tão perfeito do Bem e do Mal como Deus. Será Deus infinitamente infeliz?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-111108201515350184?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/111108201515350184/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=111108201515350184' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111108201515350184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111108201515350184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/03/concluses-rpidas-duma-vista-de-olhos.html' title='Conclusões rápidas duma vista de olhos pelo Génesis...'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-111094008523367965</id><published>2005-03-16T01:28:00.000Z</published><updated>2005-03-16T14:49:25.900Z</updated><title type='text'>"Não democratizemos a República, nacionalizemo-la" *</title><content type='html'>Eis um excerto dum "decálogo" publicado num livro para crianças há umas décadas atrás. O capítulo onde vem incluído tem o título: "O que Portugal quer e o que espera dos seus filhos". Seria interessante que tentassem adivinhar quando foi publicado e em que conjuntura política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"1. O primeiro dever de um português é amar Portugal acima de tudo;&lt;br /&gt;2. Ter da sua história um conhecimento perfeito, que lhe inspire um justíssimo orgulho da raça a que pertence;&lt;br /&gt;3. Ter o pensamento contínuo no engrandecimento de Portugal, cada dia perguntado a si próprio de que modo poderá contribuir para a grandeza da pátria; [...]&lt;br /&gt;6. Pensar que a terra portuguesa é não só aquela que habitamos no continente europeu, como toda aquela em que se desfralda a bandeira portuguesa; [...]&lt;br /&gt;8. Educar os nossos próprios defeitos, para que também eles se modifiquem de modo a servir a pátria; [...]"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que será uma surpresa para muita gente saber que esta "patriótica tábua da lei" não é um produto do Estado Novo. Foi escrita nos anos de 1910 durante a I República. A título de curiosidade, a autora é Ana de Castro Osório, pioneira do feminismo em Portugal.&lt;br /&gt;Ao contrário do que muita gente pensa, a I República não era um modelo de virtudes democráticas e tolerantes, interrompidas pelo 28 de Maio de 1926. A nação repulicana esperava devoção absoluta dos seus cidadãos, e não era raro a imprensa afecta ao novo regime chamar de traidor à pátria todos os críticos do governo. Numa ocasião a multidão tentou linchar um indivíduo que se esqueceu de tirar o boné enquanto tocava o hino. A guarda evitou o pior, mas não teve dúvidas em prendê-lo por desrespeito.&lt;br /&gt;No espírito do 2º ponto enunciado acima, a Repúlica encarregou-se de criar uma gloriosa lenda para Portugal, introduzindo a propaganda moderna no país. Foi nesta época que se redescobriram os painéis de S. Vicente, que se criou o mito de Camões, que se louvavam as artes e costumes tradicionais portugueses. Chegou-se ao ponto de representar nos manuais escolares D. Afonso Henriques a combater os Mouros com a bandeira verde e vermelha...&lt;br /&gt;Salazar e o Estado Novo nunca teriam conseguido fazer vingar a sua visão da "Pátria" e da História sem o trabalho de casa que os seus opositores políticos lhes fizeram o favor de fazer alguns anos antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Frase atribuída a Guerra Junqueiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-111094008523367965?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/111094008523367965/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=111094008523367965' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111094008523367965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111094008523367965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/03/no-democratizemos-repblica.html' title='&quot;Não democratizemos a República, nacionalizemo-la&quot; *'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-111081689662760859</id><published>2005-03-14T15:05:00.000Z</published><updated>2005-03-14T16:14:56.630Z</updated><title type='text'>Esse est percipi</title><content type='html'>Em todo o mundo existem dezenas de conflitos armados, dos quais a maior parte decorre no interior das fronteiras de países com facções rebeldes, enquanto o número de conflitos entre estados é, desde a II Guerra Mundial, o mais baixo da história das relações entre estados-nações.&lt;br /&gt;Para conhecermos os episódios, actores e vítimas desses conflitos dependemos quase em absoluto dos repórteres de guerra que as televisões, jornais e agências enviam para as zonas de combate. Todos os anos existe uma guerra que é mais mediática que as outras, quase sempre aquela em que o exército dos Estados Unidos está envolvido. Na guerra do Iraque estiveram presentes mais repórteres do que em qualquer outra guerra da História, e ainda assim, de todas as imagens mostradas diariamente nas televisões só cerca de 15 a 20% tinham sido recolhidas por repórteres de imagem nesse dia. A maior parte eram imagens de arquivo, de dias anteriores ou fornecidas pelo próprio Pentágono.&lt;br /&gt;Manter um repórter numa zona de guerra não é nada barato. Entre despesas de alimentação, viagens, alojamento, subornos, material de reportagem, aluguer do satélite, etc., cada repórter gasta em média centenas de euros por dia. Devido aos custos, falta de interesse mediático ou de pessoas dispostas a cobrirem guerras mais... "selvagens" que a do Iraque, existem guerras que passam quase despercebidas aos nossos olhos e ouvidos. Só as grandes agências como a Reuters ou a Associated Press conseguem cobrir um grande número de conflitos simultaneamente.&lt;br /&gt;Sem ninguém para registar e contar as suas histórias, as suas tragédias e os seus mortos, os milhares de vítimas dessas guerras discretas em lugares remotos é como se não existissem. Muitas vezes nem sequer são um número numa estatística qualquer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-111081689662760859?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/111081689662760859/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=111081689662760859' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111081689662760859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111081689662760859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/03/esse-est-percipi.html' title='Esse est percipi'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-111073947772964536</id><published>2005-03-13T18:01:00.000Z</published><updated>2005-03-13T18:44:37.730Z</updated><title type='text'>Horóscopo do dia 13 de Março de 2005</title><content type='html'>Neste momento está a nascer um bebé algures. Enquanto decorre o parto, neste dia 13 de Março de 2005, os planetas Marte, Vénus e Júpiter estão respectivamente a &lt;a href="http://space.jpl.nasa.gov/"&gt;260, 256 e 678 milhões de kilómetros&lt;/a&gt; de distância. O médico que assiste ao parto está a apenas alguns centímetros: a força de atracção entre si e o bebé no preciso instante em que este abandona aquele que foi o seu mundo nos últimos meses para entrar no que o vai acolher nas próximas décadas é da ordem da milionésima parte dum newton (N). 1000 vezes maior que a influência de Marte, 100 vezes maior que a de Vénus, uma a duas vezes maior que a de Júpiter, um milhão de vezes maior que a da estrela mais próxima do Sol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-111073947772964536?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/111073947772964536/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=111073947772964536' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111073947772964536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111073947772964536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/03/horscopo-do-dia-13-de-maro-de-2005.html' title='Horóscopo do dia 13 de Março de 2005'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-111054227369617741</id><published>2005-03-11T11:10:00.000Z</published><updated>2005-03-11T11:57:53.696Z</updated><title type='text'>O mais delirante elogio a Mourinho de que me consegui lembrar</title><content type='html'>Agora que o Mourinho já não está no Porto e continua a arrecadar vitórias em Inglaterra, a unanimidade em torno da sua figura é indiscutível. Ele é o melhor treinador do mundo, ele é o campeão da táctica, ele é o mestre do jogo psicológico, ele é o imaparável português que mete os ingleses no lugar, e muito brevemente o mundo inteiro com eles, ele é o homem mais cool de Londres, ele é o homem que Portugal devia ter ao leme, ele é o homem que todos os homens deviam ser e o homem que todas as mulheres deviam ter. Enfim, não há nada que o Mourinho não faça, não há ninguém nas redações dos jornais (quaisquer que eles sejam, desportivos, generalistas, semanários, vespertinos, de economia, cor de rosa, etc.) que não mencione o Mourinho nas suas crónicas e artigos pelo menos uma vez por mês, quando não uma vez por semana, seja qual for o tema dos mesmos. O cúmulo são os comentadores dos jogos de futebol do Chelsea: admira-me que ainda não tenham oficializado a nova fé religiosa com o Mourinho no altar e eles próprios os seus auto-propostos vigários.&lt;br /&gt;A Ideiateca junta-se agora ao coro de elogios ao português mais famoso do Mundo (o Eusébio que se deixe de ideias).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os irredutíveis do Chelsea jogam no estádio de Stamford Bridge. Em 1066 Harald Hardrada, rei dos noruegueses, invadiu a Inglaterra pelo Leste com o intuito de destronar Harold, último rei saxão da Inglaterra. Estava tudo a correr bem quando chegou a Stamford Bridge, onde foi surpreendido pelos locais e não só foi derrotado como encontrou aí a morte, graças à táctica bestial do seu inimigo. Antes da batalha, o arauto dos nórdicos perguntou a Harold que concessões estava disposto a fazer, e que tinha para oferecer a Hardrada. Respondeu: "Seis pés de terra inglesa, e como é tão alto, mais um."&lt;br /&gt;Também o Mourinho, que já teria sido aclamado rei pelos seus se a Inglaterra não tivesse já uma raínha, replicou antes da batalha: "Enquanto treinador o meu currículo é brilhante, e o do Rijkaard é zero". E em Stamford Bridge acabou também a aventura forasteira dos visitantes (só é pena o lamentável erro histórico de serem espanhóis e só terem um nórdico, que ainda por cima é sueco e anda lesionado).&lt;br /&gt;Nesse mesmo ano, Guilherme O Conquistador, duque da Normandia, atacou pelo sul, destroçou o exército de Harold e tomou o trono para si. E assim criou o perfeito cenário para a maior proeza que o Mourinho poderá cometer: é que na próxima eliminatória, o Mourinho não se vai deixar intimidar pelo novo invasor e, caso vença, terá destruído o ciclo da História e iniciado uma nova era!!!&lt;br /&gt;Espero é que depois disso os jornalistas compreendam que qualquer acontecimento empalidece ao lado deste, e deixem de de repetir aquele irritante "Estamos a viver um momento histórico!" em metade das reportagens em directo no Telejornal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-111054227369617741?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/111054227369617741/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=111054227369617741' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111054227369617741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111054227369617741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/03/o-mais-delirante-elogio-mourinho-de.html' title='O mais delirante elogio a Mourinho de que me consegui lembrar'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-111038712252651682</id><published>2005-03-09T14:53:00.000Z</published><updated>2005-03-09T16:52:02.530Z</updated><title type='text'>Deus joga ou não joga aos dados?</title><content type='html'>O advento da mecânica quântica (MQ) sugeriu uma revolução científica de tal magnitude, que ainda hoje é difícil perceber as consequências desse novo paradigma. Basicamente a MQ destruiu o determinismo, isto é, a relação linear causa-efeito que edificou a ciência moderna, e os próprios físicos que a construíram passaram muitas horas de desconforto intelectual a olharem para os paradoxos que eles próprios criaram.&lt;br /&gt;O princípio fundamental da mecânica quântica, uma teoria de extraordinário sucesso e sem a qual o mundo moderno não seria o que é, é o princípio de incerteza. Não é possível determinar simultaneamente a posição e o momento duma partícula, e que quanto maior precisão quiser para uma das variáveis, aumento a imprecisão da outra. E então? Bem, isto significa que não posso prever o passado e o futuro com uma precisão de 100%, mas apenas uma probabilidade do sistema assumir um determinado estado. No limite, existe uma probabilidade não nula de me atirar contra uma parede e atravessá-la sem a derrubar, como se ela não estivesse lá, por mais absurdo que pareça.&lt;br /&gt;Então, se a natureza do universo (quântico?) é a imprevisibilidade, significa que este é fundamentalmente aleatório, e temporalmente irreversível. Para a mente determinística de Einstein, esta conclusão pareceu-lhe absurda, e daí o célebre "Deus não joga aos dados".&lt;br /&gt;Que implicações filosóficas tem então um universo quântico? Em primeiro lugar não existe determinismo, o que não augura muito futuro para a ideia calvinista da Predestinação.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, parece que Deus joga mesmos aos dados, o que talvez não o deixe muito bem visto. Uma vez que o Universo evolui ao acaso, Deus não sabe o que vai acontecer, logo não é nem omnisciente nem omnipotente, ou no limite prescindiu da sua omnipotência. Quer isto dizer que o livre arbítrio existe? É difícil dizer que sim, porque nestas circunstâncias estamos dependentes duma lotaria que não controlamos, pelo que a liberdade de que dispus para escrever este texto é uma ilusão. Afinal a reversibilidade temporal não existe, o que seria a única maneira de provar que o livre arbítrio é real...&lt;br /&gt;Uma possível solução para o problema teológico é que Deus apenas determina o princípio de funcionamento da máquina, ou seja, Deus controla os processos, as leis da Física, mas não tem qualquer poder sobre os detalhes. Pessoas mais optimistas do que eu julgam ver nesta formulação a solução de todos os problemas: ao abster-se de emitir esses juízos, Deus deu-nos a liberdade de agir dentro das linhas gerais que definiu, e até introduziu factores aleatórios para tornar a vida mais emocionante. É o triunfo da ideia do Relojoeiro Universal.&lt;br /&gt;Mas não será legítimo pensar que se Deus determina os processos, ele é parte intrínseca do Universo, mesmo que se queira dizer que o controla de fora, e não havendo causalidade, então ele não tem verdadeiramente vontade própria. Então antes tinha e agora já não tem?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à Física, as tentativas de unificar a MQ com a Relatividade Geral de Einstein ainda não deram frutos. Ambas são sólidas e obtiveram confirmações retumbantes, mas de certa forma anulam-se uma à outra. Portanto, terá que haver uma teoria unificadora num plano superior. A consequência é que a MQ não é então uma teoria completa. No espírito da Teoria de Cordas (a tentativa mais avançada de unificar a Física), a hipótese é que a nossa consciência só consegue discernir uma projecção específica do universo, e essa é a nossa limitada realidade. A aleatoridade do universo é a projecção de uma realidade determinística superior. Há aqui um dedo de Platão, ou é só impressão minha?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-111038712252651682?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/111038712252651682/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=111038712252651682' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111038712252651682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/111038712252651682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/03/deus-joga-ou-no-joga-aos-dados.html' title='Deus joga ou não joga aos dados?'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-110995876966773601</id><published>2005-03-04T17:52:00.000Z</published><updated>2005-03-04T17:52:49.666Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/261/3911/640/sap01_ca000497_p.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/261/3911/400/sap01_ca000497_p.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Recrutados num continente longíquo para lutar por causas que não lhes diziam respeito, mataram e morreram como milhões de outros homens na "guerra para acabar com todas as guerras". &lt;br /&gt;Quando ouço os fetichistas de trazer por casa da guerra, olho para esta fotografria para tentar perceber o que são as trincheiras, as bombas, o sofrimento, a angústia de estar lá. Não preciso de imagens chocantes de corpos despedaçados ou ruínas fumegantes. Basta-me olhar para os olhos destas pessoas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-110995876966773601?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/110995876966773601/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=110995876966773601' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/110995876966773601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/110995876966773601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/03/recrutados-num-continente-longquo-para.html' title=''/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-110995440354782228</id><published>2005-03-04T15:46:00.000Z</published><updated>2005-03-04T16:45:01.490Z</updated><title type='text'>Kind of Blue</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.kind-of-blue.de/bilder/disco/kind_of_blue_gold.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 2 de Março de 1959 Miles Davis, Bill Evans, John Coltrane, Cannonball Adderley, Jimmy Cobb e Wynton Kelly reuniram-se numa antiga igreja convertida em estúdio para gravar uns esboços em que os dois primeiros andavam a trabalhar. Foi só no próprio dia que Miles lhes disse o que queria e, sem ensaios, tirando partido do génio músical desta reunião de talentos, e usando apenas um take para cada tema, gravaram Kind of Blue. Mais tarde, Jimmy Cobb disse que só pode ter sido gravado no céu.&lt;br /&gt;Kind of Blue é o melhor álbum do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-110995440354782228?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/110995440354782228/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=110995440354782228' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/110995440354782228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/110995440354782228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/03/kind-of-blue.html' title='Kind of Blue'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-110990795362421774</id><published>2005-03-04T03:29:00.000Z</published><updated>2005-03-04T03:56:53.400Z</updated><title type='text'>Tombou um gigante</title><content type='html'>Enjoado com a palhaçada que é o futebol pátrio, por vezes até me esqueço que o futebol é o "belo jogo", e que tem uma história rica e interessante. Entre os maiores da bola está sem dúvida Rinus Michels, seleccionador da Laranja Mecânica holandesa, e de certa forma, o homem que inventou o futebol moderno. Morreu ontem aos 77 anos, mas eu que sou fã do jogo, nunca me esquecerei dos jogos das suas equipas. O futebol devia ser sempre jogado assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://news.bbc.co.uk/olmedia/775000/images/_778448_michels300.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-110990795362421774?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/110990795362421774/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=110990795362421774' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/110990795362421774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/110990795362421774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/03/tombou-um-gigante.html' title='Tombou um gigante'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11197839.post-110982038159858994</id><published>2005-03-03T02:48:00.000Z</published><updated>2005-03-03T03:26:21.600Z</updated><title type='text'>Habemus blog!</title><content type='html'>Depois de 3 minutos a olhar para o ecrã a pensar qual seria a primeira palavra deste capricho (se tanta gente tem um, porque não eu também?), e por enquanto um projecto difuso (mas para quê é que eu quero um?), decidi-me pela palavra depois. O mínimo que se pode dizer é que não é um início que indicie um destino grandioso para este blog, mas pelo menos assim não há ilusões à partida.&lt;br /&gt;Como também não há ilusões sobre o seu objectivo ou assunto principal: nenhum. Ou pelo menos, nenhum de que me lembre agora. Bem... talvez uma série de comentários incoerentes sobre o que me passar pela cabeça, e que ache que até era giro irem parar ao blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultrapassada esta penosa introdução, à guisa de disclaimer, justifique-se o título: Ideiateca de Bagdad. Espero que os parágrafos anteriores retirem qualquer espectativa que ainda resista à vista deste título pomposo. Não estou à espera de vender ideias (ou sequer de as produzir em grande número), nem tão pouco falar do Iraque com frequência. A Ideiateca de Bagdad (a expressão, não o site) nasceu numa conversa com um amigo e deveria ser o título dum conto escrito em conjunto. Como os mais atentos talvez se tenham apercebido, a sua origem é uma variação do título dum outro conto, A Biblioteca de Babel, de Jorge Luis Borges.&lt;br /&gt;E aí sim, haveria ideias e falar-se-ia do Iraque. Como muitos outros projectos que não dispensam um copito para nascer, também esse (ainda) não deu em nada. Para aliviar o embaraço, recicla-se agora a expressão como título desta página, já que foi apenas o que me ocorreu quando estava a criar o blog.&lt;br /&gt;Uma vez que a paternidade também lhe pertence, ainda hei-de convidar esse meu amigo a a partilhar a pena (será que esta expressão faz algum sentido aqui?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a mim, não me parece que haja alguma coisa a dizer. Na blogosfera, vales pelo teu último post...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11197839-110982038159858994?l=ideiateca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiateca.blogspot.com/feeds/110982038159858994/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11197839&amp;postID=110982038159858994' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/110982038159858994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11197839/posts/default/110982038159858994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiateca.blogspot.com/2005/03/habemus-blog.html' title='Habemus blog!'/><author><name>BM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06732856934848306413</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
